5 motivos para adquirir um Personal Trainer para Idosos

A população idosa no Brasil está crescendo, e em 2015 foi estimado que 14,3% dos brasileiros atualmente são idosos, representando 26,1 milhões de pessoas.

Com isso, doenças como Alzheimer, Parkinson, Diabetes Tipo 2 e Osteoporose também aumentaram, pois estas são doenças relacionadas ao processo de envelhecimento.

A atividade física regular é um excelente tratamento para todas as doenças citadas acima, além de muitas outras que já sabemos, como pressão alta, hérnias de disco e artrose. Mas a atividade física também atua na prevenção, aumentando a qualidade de vida de quem a pratica.

Veja abaixo 5 motivos para contratar um Personal Trainer especialista em Idosos e começar já a se movimentar!

1- Reabilitação Física:

O idoso normalmente já possui patologias associadas, como pressão alta, alto colesterol e doenças reumáticas. Dessa forma, o Personal Trainer irá traçar uma conduta de exercícios que terão um impacto na rotina do idoso, tratando as doenças por meio de atividade física. Muitas vezes, é possível diminuir a dosagem de medicamentos apenas pelo fato de praticar atividade física com regularidade. A prevenção e risco de acidentes também diminui, como é o caso das quedas, que muitas vezes são seguidas por fraturas e cirurgias.

2-  Treinamento Personalizado:

As sessões de Personal Training são individuais, e os exercícios e atividades selecionadas são personalizados para cada caso. Sendo assim, o idoso estará realizando sempre atividades específicas para o seu caso, de acordo com os seus objetivos.

3- No Conforto do Lar:

É bastante comum a prática de Personal Training para Idosos de forma domiciliar. Muitas vezes o idoso já não sai mais de casa sozinho, e em casos extremos, não há independência mesmo dentro de casa. Sabendo dessas questões, o Personal Trainer vai até a casa do cliente, trazendo todos os materiais que serão utilizados durante as atividades, além de muitas vezes também fazer adaptações na casa para maior independência e conforto.

4- Investimento de longo prazo com resultados em poucas semanas:

Em poucas semanas a pessoa idosa já observa mudanças na sua qualidade de vida, com mais independência em sua rotina e nas tarefas do dia a dia. As dores diminuem e a disposição para ser mais ativo aumenta. Os benefícios da prática regular de atividade física são cumulativos, e à longo prazo, a saúde do organismo melhora, prevenindo doenças pela desaceleração do processo de envelhecimento.

5- Diminuição de custos com medicamentos e visitas ao médico:

Como já citado anteriormente, a atividade física regular faz com que as dosagens de medicamentos diminuam progressivamente. Por exemplo, se o idoso tem Diabetes Tipo 2 e toma remédio para a regulação da insulina, ao começar a se exercitar, os níveis de glicose no sangue serão controlados, e por consequência a insulina também. Dessa forma, as dosagens do medicamento para Diabetes serão diminuídas ao longo do tempo. Como resultado, o idoso não terá que ir ao médico com a mesma frequência de antes, pois estará mais saudável.

A diminuição na dosagem medicamentosa se extende para várias doenças, como depressão, Alzheimer, Parkinson, pressão alta, colesterol alto, osteoporose, osteopenia, artrite reumatóide, artrose, hérnias de disco e dores em geral.

Nossa equipe de profissionais possui experiência com Personal Training para Idosos há mais de 10 anos. Entre em contato conosco par agendar uma avaliação funcional e começar o seu treino de atividades físicas o quanto antes. Nossos profissionais são Fisioterapeutas com especialização em Personal Training e Gerontologia.

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Intercâmbio de Idiomas para a Terceira Idade

 

Intercâmbio-Para-Terceira-Idade-intercambio-depois-dos-50Engana-se quem pensa que um curso de línguas no exterior é algo apenas para os mais jovens. O público com mais de 50 anosvem apresentando um aumento expressivo na procura desses programas.

Segundo Andrea Arakaki, diretora-geral de intercâmbio na EF, o aumento de procura foi de 30% só nos primeiros meses de 2017 em relação ao ano anterior. “Muitas dessas pessoas estão em um momento da vida em que querem ter uma experiência que não tiveram a oportunidade de concretizar antes”, diz.

Percebendo esse movimento, muitas escolas criaram programas específicos para essa faixa etária, com datas de saída específicas e roteiros personalizados. Malta, na Europa, é o destino mais procurado, sendo em pleno Mediterrâneo e oferecendo uma combinação de clima, passeios e tranquilidade. Para aprender o espanhol, Málaga, na Espanha, também está entre os favoritos. Países como Itália, França e Bélgica também fazem parte da lista.

Um diferencial dessa faixa etária é a procura também por atividades extras. Por essa razão, muitas escolas estão criando programas personalizados. Na World Study, por exemplo, há programas que podem ter aulas de gastronomia ou pintura.

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Cozinha prática para idosos e deficientes físicos

Refletindo sobre a lógica de que cozinhar é um hábito, mas que para o pessoal da terceira idade e para os deficientes físicos essa pode ser uma tarefa bem difícil, o designer alemão Dirk Biotto desenvolveu uma cozinha adaptada às necessidades dessa população, facilitando muito a tarefa de cozinhar. Dê uma olhada!

Intitulada ChopChop, a moderna cozinha possui pernas ajustáveis para diferentes alturas, assim como a disposição dos utensílios. Sendo assim, tanto um deficiente na cadeira de rodas como um idoso com limitações de movimento podem ter acesso aos utensílios, manipular objetos e utilizar a pia.

Na pia, uma mangueira extensível permite utilizar a água em distâncias maiores, e uma rampinha facilita o deslize se for preciso encher uma panela direto da torneira.

Há também um torno perto da torneira para facilitar a abertura de potes de vidros, latas e garrafas. Ao desenvolver o torno, o designer alemão pensou nos deficientes amputados que não têm a possibilidade de usar os 2 membros para atividades rotineiras.

Para as pessoas com dificuldades em segurar o alimento e cortá-lo ao mesmo tempo, há um aparelho que mantém os legumes, frutas ou verduras firmes e estáveis para que possam ser cortados, além de um ralador de queijos ou outros alimentos preso com parafusos de aço na bancada, facilitando a manipulação apenas com uma mão.

O projeto da cozinha acessível ainda é um protótipo alemão, mas espera-se que em breve seja comercializado para venda. Aguardemos ansiosos!

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Benefícios do Pilates para Bailarinos

Texto por Paola Moreno Higa

unnamed-2Bailarina e Instrutoraunnamed-3
Graduada em Dança pela Unicamp
Certificada pelo CGPA Pilates
Sócia-Proprietária e Idealizadora da empresa Dance & Pilates Studio

 

 

A dança é uma arte visual que representa expressão, fluidez, ritmo e velocidade, exigindo controle físico e emocional em equilíbrio constantes. Encontrar um caminho que te leve a esse lugar é uma busca incessante e individual, que cada bailarino deve buscar em suas rotinas árduas de ensaios, aulas e apresentações.

unnamedSabemos que a técnica da dança foi transmitida ao longo dos anos com pouco estudo anatômico e, apesar de funcionar por gerações, atualmente com o avanço da ciência não podemos deixar de usá-la a nosso favor, promovendo vida longa a carreira dos bailarinos e permitindo que se movimentem de modo mais eficiente e seguro.

Como educadora acredito que seja necessário revisitarmos a técnica de um ponto de vista científico e consciente, dando ferramentas e autonomia para que cada aluno encontre a sua dança, compreendendo as possibilidades do seu próprio corpo. Além disso devemos instruir nossos alunos para que busquem outros trabalhos complementares além das aulas de técnica.

Neste cenário, a prática do Pilates pode ser uma excelente alternativa. O Pilates é um método único de condicionamento corporal que trabalha o fortalecimento muscular aliado ao alongamento. É um programa de exercícios fundamentados e criados por Joseph Pilates, alemão nascido em 1883 que, usou sua experiência nas mais diversas áreas do movimento ao longo de décadas para a idealização do método.

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Foto Marcelo Machado

unnamedOs princípios do Pilates têm como objetivo atingir o máximo de condicionamento mente-corpo de um indivíduo, com a premissa de que a consciência leva ao movimento, partindo de “dentro para fora”. Muitas pessoas não sabem, mas, por ser uma técnica de baixo impacto, a prática do Pilates como conhecemos hoje sempre foi muito procurada por bailarinos desde a década de 20. Os bailarinos foram um dos primeiros a se beneficiarem do método buscando reeducação postural, prevenção de lesões e aprimoramento técnico.

O Pilates e a Dança se comunicam intimamente em suas bases. Os princípios do Pilates são elementos fundamentais para um bom desempenho na Dança. São eles:

Respiração – A respiração pode facilitar e otimizar um movimento aumentando sua

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Foto Marcelo Machado

amplitude. Compreender que a contração abdominal se dá a partir da respiração ajudará a reduzir a tensão e melhorar a força do core.

Centro de força – O bailarino deve entender que todo movimento deve ser iniciado do centro para as extremidades, sempre integrados com a respiração profunda diafragmática. Uma base estável proporcionará estabilidade da coluna vertebral, protegendo-a de possíveis lesões. Com um centro forte e ao mesmo tempo flexível, o bailarino poderá alcançar movimentos mais desafiadores.

Controle e precisão – Movimentos exatos, feitos com qualidade e sem tensão muscular e automaticidade de execução. Muitas vezes isso representa ter que passar por um processo de reeducação do movimento. Passos apreendidos somente através da cópia geralmente nos levam ao fim da dança, não vemos energia fluindo, sentido de serem realizados ou entendimento de corpo. Acredito no poder das representações imagéticas e toques para corrigir tais padrões de movimento.

Fluidez – Poucas repetições executadas com qualidade de movimentos fluídos e contínuos também contribuirão para uma prevenção de lesões e economia de energia.

Concentração – Estar presente e inteiro em cada movimento, levando sua consciência para os grupos musculares que estão sendo requisitados. Para o bailarino é um dos princípios mais importantes para que ele evolua. Estar concentrado nesse autoconhecimento diário: “Como está o meu corpo hoje?” e reexperimentar um movimento com a visão daquele dia, entendendo que não se pode “dançar com o corpo de ontem” o levará a uma melhor performance.

Devemos entender que os exercícios clássicos do método já beneficiam amplamente os

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Foto Marcelo Machado

bailarinos. No entanto, com profissionais especializados e que entendam as necessidades individuais de cada bailarino podemos ir além. Ao utilizarmos da genialidade dos princípios e equipamentos criados por Joseph Pilates para revisitarmos os movimentos de dança poderemos contribuir ainda mais para essa longa, difícil e linda jornada dos bailarinos.

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Em dez anos, obesidade cresce 60% no Brasil e colabora para maior prevalência de hipertensão e diabetes

  • Dados inéditos divulgados pelo Ministério da Saúde alertam para prevalência alta da obesidade mesmo entre mais jovens, pessoas de 25 a 44 anos

  • Consumo de alimentos ultraprocessados e sedentarismo impactam no avanço das doenças crônicas: mais de 25% da população adulta têm diagnóstico de hipertensão

  • Estudo aponta ainda que, apesar do cenário preocupante, brasileiro reduziu quase pela metade o consumo de refrigerantes e passou a fazer mais atividade física no lazer

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O brasileiro está mais obeso. Em 10 anos, a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros. Os dados inéditos divulgados nesta segunda-feira (17/4) fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais do país. O resultado reflete respostas de entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53.210 pessoas maiores de 18 anos das capitais brasileiras.

Segundo a pesquisa, o crescimento da obesidade é um dos fatores que pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que piora a condição de vida do brasileiro e podem até matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e o de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.

“O Ministério da Saúde tem priorizado o combate à obesidade com uma série de políticas públicas, como Guia Alimentar para População Brasileira. A alimentação saudável aliada a prática de atividade física nos ajudará a reduzir a incidência de doenças como diabetes e hipertensão na população”, declarou o ministro Ricardo Barros.

O Vigitel, realizado pelo Ministério da Saúde desde 2006, auxilia para conhecer a situação de saúde da população e é utilizado como base para planejar ações e programas que reduzam a ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis, melhorando a saúde do brasileiro.

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EXCESSO DE PESO E OBESIDADE – A obesidade aumenta com o avanço da idade. Mas mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. Excesso de peso também cresceu entre a população. Passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Já é presente em mais da metade dos adultos que residem em capitais do país.

A pesquisa também mostra a mudança no hábito alimentar da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão diminuiu 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016. E apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

MENOS REFRIGERANTE – Entre as mudanças positivas nos hábitos identificados na pesquisa está a redução do consumo regular de refrigerante ou suco artificial. Em 2007, o indicador era de 30,9% e, em 2016 foi 16,5%.

A população com mais de 18 anos está praticando mais atividade física no tempo livre. Em 2009, 30,3% da população fazia exercícios por pelo menos 150 minutos por semana, já em 2016 a prevalência foi de 37,6%. Nas faixas etárias pesquisadas, os jovens de 18 a 24 anos são os que mais praticam atividades físicas no tempo livre.

INCENTIVO A HÁBITOS SAUDÁVEIS  O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Assim que assumiu o Ministério da Saúde, Ricardo Barros publicou uma Portaria proibindo venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio e prontos para o consumo dentro das dependências do Ministério. A pasta também participou da assinatura da portaria de Diretrizes de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nos Serviço Público Federal. Sugerida pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a diretriz orienta formas da alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho do serviço público federal. Além disso, constrói uma campanha pela adoção de hábitos saudáveis chamada Saúde Brasil.

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O Ministério da Saúde também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. Durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, realizado em março em Brasília, o país assumiu como compromisso deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

Outra ação para a promoção da alimentação saudável foi a publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira. Reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada, a publicação orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados.

Em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o Ministério também conseguiu retirar mais de 14 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos. O país também incentiva a prática de atividades físicas por meio do Programa Academia da Saúde com mais 4 mil polos habilitados e 2.012 com obras concluídos.

QUEDA DA MORTALIDADE – O conjunto de ações do Governo Federal, com expansão do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além das ações de promoção da saúde, já impacta na queda de óbitos precoce por Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra uma redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos).

“Aumentamos a identificação das Doenças Crônicas Não Transmissíveis na população, o acesso a assistência, com consultas e busca ativa e também a assistência aos medicamentos para controle o que já demonstra redução significativa nas mortes prematuras por estas doenças. Isso mostra o bom funcionamento das políticas públicas de saúde atingindo a população como um todo”, completou o ministro Ricardo Barros.

Com isso, o Brasil já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022. A meta inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022. Anualmente doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, diabetes e câncer respondem por 74% dos óbitos e são a primeira causa de mortes no país.

Se você é obeso ou conhece alguém que precise de ajuda para combater a obesidade, entre em contato conosco para agendar uma avaliação funcional e iniciar atividade física personalizada. Nós somos uma equipe de fisioterapeutas e educadores físicos especialistas em treinamento personalizado e aumento da qualidade de vida.

Fonte: Ministério da Saúde

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Fisioterapia do “choquinho” (parte 2)

Este segundo post sobre as técnicas de eletrostimulação transcutânea (TENS) irá abordar aspectos mais técnicos e específicos que são mais direcionados aos profissionais da área de reabilitação.

Caso você seja leigo no assunto, e queira entender os conceitos da fisioterapia do “choquinho”, clique neste link para acessar o primeiro post da série.

A tecnologia TENS é um tipo de eletroterapia para redução da dor. É um aparelho que provoca uma série de “choquinhos” na pele por meio dos eletrodos com efeito analgésico. Como isso ocorre? A inibição da dor ocorre por estimulação das vias aferentes grossas; estas inibem as respostas nociceptivas no corno posterior da medula espinal via inibição segmentar – Teoria das Comportas (Melzack e Wall, 1965).

mecanismo dor crônica

Ou seja, a corrente elétrica do TENS é transmitida por vias nervosas rápidas (fibras A e Betas mielinizadas – aferentes grossas) que conduzem informações à medula e ao cérebro. Lembrando que o estímulo doloroso é transmitido por vias nervosas de condução lenta (fibras tipo C – aferentes finas).

Deste modo, o estímulo elétrico via TENS chega à medula de forma mais rápida, pois está utilizando as fibras A e Beta mielinizadas, bloqueando a transmissão do estímulo doloroso e estimulando a liberação de analgésicos endógenos (produzidos pelo próprio corpo), incluindo endorfinas e encefalinas (opióides endógenos).

TENS vias nervosas

O TENS “engana” o sistema nervoso central (SNC), induzindo-o a produzir e liberar substâncias analgésicas. Ao utilizar o TENS, o paciente não estará tratando o problemas, mas reduzindo os sintomas, que neste caso é a dor.

No Brasil, infelizmente por conta do sistema corrupto dos convênios médicos, muitos tratamentos de fisioterapia são reduzidos à aplicação do TENS, amenizando os sintomas e não tratando a raiz do problema. Nós sugerimos que o paciente procure um fisioterapeuta particular para a realização de um tratamento efetivo. Mesmo que algumas sessões particulares custem um pouco caro, é comum o fisioterapeuta fornecer laudos e relatórios que o paciente pode apresentar ao convênio médico pedindo o reembolso financeiro. O reembolso nunca é 100%, mas geralmente vale a pena.

 

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Farmácia Popular IMPEDE acessos a remédios de pacientes com DOENÇAS CRÔNICAS

Na tentativa de reduzir as fraudes do programa Farmácia Popular, o Ministério da Saúde  fixou idades mínimas para a liberação de remédios aos pacientes cadastrados, de acordo com as doenças a serem tratadas. A pasta implementou mudanças nas regras de acesso a medicamentos mais baratos — cujo sistema é subsidiado pelo governo federal —, para pacientes hipertensos, com Parkinson, com osteoporose ou com hipertensão, entre outras doenças crônicas. O motivo alegado foi a ocorrência de irregularidades no sistema, com a liberação de medicamentos de graça ou com descontos a pessoas que não tinham direito.

Criado em 2004, o programa Farmácia Popular permitiu o acesso da população a uma série de remédios gratuitamente ou com descontos de até 90%. Agora, as regras mudaram, e a compra passou a ser autorizada pelo sistema somente se o paciente obedecer a critérios de idade (veja abaixo).

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A paciente Alexandra Chagas, de 40 anos, recebeu o diagnóstico de doença de Parkinson aos 36. Ela trabalhava com transporte de passageiros, mas abandonou a atividade por conta das limitações. O tratamento, incluindo os remédios, consume cerca de R$ 800 do orçamento mensal.

— O desconto é fundamental. Só de um dos medicamentos eu preciso de cinco caixas por mês. No Farmácia Popular, a caixa que custaria mais de R$ 40 sai a R$ 7 — disse Alexandra.

Pacientes que estiverem fora das faixas etárias estabelecidas poderão pedir a inclusão de seu CPF no sistema. Mas, para advogados, a medida é restritiva e prejudica um grande número de pacientes.

— Fraudes devem ser combatidas, mas não há dúvidas de que as mudanças prejudicarão uma massa de pacientes com doenças crônicas que, de fato, precisam do tratamento — afirmou Claudia Nakano, advogada especialista em Direito à Saúde.

Os casos de Parkinson precoce não são raros

‘O diagnóstico de Parkinson foi aos 42 anos’

— Fui diagnosticada com a doença de Parkinson quando ainda tinha 42 anos. Apesar de os médicos a chamarem de precoce, a doença em pessoas com menos de 50 anos é muito comum, ao contrário do que a maioria pensa. O principal medicamento que uso custa R$ 300. Com o desconto do Farmácia Popular, sai a R$ 28. Essa economia faz muita diferença para os pacientes que ainda precisam pagar sessões de fisioterapia e outros tratamentos — disse Regina de Mattos, professora de Artes, de 57 anos.

Os hipertensos pediátricos são grupo grande, segundo médicos

‘Hipertensos pediátricos são grupo grande’

Existe um grupo de pacientes hipertensos dentro da faixa etária pediátrica que está abaixo dos 20 anos e que não pode ficar sem o medicamento. No caso da dislipidemia (mais conhecida como alteração de colesterol e triglicéridos), diversos estudos mostram um aumento da população de adolescentes com o distúrbio, que precisam de tratamento para evitar doenças cardíacas graves — afirmou Patrícia Guedes, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Medida divide opiniões

Farmácia Popular do Brasil

A medida do Ministério da Saúde divide opiniões entre médicos e profissionais da saúde. Para o endocrinologista Luiz Henrique Gregório, o limite mínimo de 40 anos para pacientes adquirirem um remédio com desconto para tratar a osteoporose, por exemplo, é correto.

— Em termos de política de saúde pública, a faixa etária de 40 anos para a osteoporose é adequada. É uma doença relacionada ao envelhecimento, e casos de pessoas mais jovens com o problema são raros. Mas é difícil fixar uma idade para todas as patologias — observou.

Carlos Alberto Machado, cardiologista que integra a Sociedade Brasileira de Hipertensão, não pode haver um limite de idade de 20 anos para a compra de remédios que controlam a hipertensão, porque há crianças com a doença que precisam de medicamentos, e há desabastecimento na rede de atenção básica.

Para uma doença crônica, o desafio é a adesão ao tratamento, além dos problemas  do Farmácia Popular. O ideal é que o paciente com uma doença crônica tenha um vínculo com a unidade básica de saúde, mas o problema é que grande parte das unidades sofre com o desabastecimento — explicou o médico.

Sistema de ouvidoria ainda não está plenamente ativo e prejudica o tratamento

No comunicado sobre as recentes mudanças no programa Farmácia Popular, o governo federal informou que as alterações não teriam impacto na assistência a “casos raros”. Ainda segundo a União, mesmo os pacientes que não se enquadram nas faixas etárias de restrição para o acesso aos remédios poderão ter os medicamentos e a assistência médica adequada nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O problema é que a ouvidoria não está em pleno funcionamento, e muitos pacientes não conseguem ter o CPF autorizado para efetuar a compra. De Norte a Sul do país, eles relatam que seus processos foram suspensos, e outros sequer conseguiram fazer com que os pedidos fossem analisados.

— Quando você envia um e-mail, a resposta automática é um orientação para entrar em contato por telefone, mas, pelo número 136, o atendente transfere a pessoa diversas vezes, e a ligação cai. É preciso ter uma alternativa funcional. A norma saiu para tentar impedir as fraudes, mas não pensaram nestes pacientes mais jovens. Se as pessoas com Parkinson ficam sem remédios, a doença avança, e as sequelas podem ser irreversíveis — disse a cientista Danielle Lanzer, de 41 anos, portadora da doença e coordenadora do Projeto Vibrar, que ajuda pacientes.

Desde a sua criação, o programa já atendeu mais de 39 milhões de brasileiros, o equivalente a 20% da população do país. Ao todo, são oferecidos 25 medicamentos, 14 deles gratuitamente, e o restante com descontos de até 90%.

— Se o canal ainda não funciona, e o medicamento não chega, o paciente não pode esperar. O que ele pode fazer é recorrer à Justiça, por meio da Defensoria Pública, ou se dirigir ao Juizado Especial da Fazenda Pública para fazer valer seu direito — orientou a advogada Claudia Nakano.

Em média, o programa beneficia 9,8 milhões de pessoas por mês, segundo o governo.

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Ministério diz que fará contato com pacientes

Ainda no ano passado, antes da implementação das alterações no programa, o Ministério da Saúde promoveu uma fiscalização em 480 farmácias, que passaram por auditorias. Em apenas uma unidade não foram detectadas irregularidades. Os processos indicaram a devolução de quase R$ 60 milhões aos cofres públicos, devido a liberações impróprias de medicamentos. Sobre as dificuldades enfrentadas por pacientes que não conseguiram a inclusão do CPF a fim de ter autorização para adquirir medicamentos por meio do Farmácia Popular, o Ministério da Saúde informou que, na última segunda-feira, dia 23 de janeiro, foi iniciado o cadastramento dos interessados.

Após a conclusão da adequação do sistema, a equipe responsável retornará os contatos para orientar os interessados a respeito do envio dos documentos comprobatórios  e efetivar a liberação do CPF no sistema de vendas do programa federal. Mas não há prazo para que esse contato seja feito. Ainda segundo a pasta, as restrições levaram em conta os parâmetros estabelecidos por Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde.

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Fonte: Fisioterapia.com

 

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