20 anos após as Leis de Cotas de trabalho para deficientes

O Brasil começou a dar os primeiros passos na inclusão da pessoa com deficiência no mercado trabalho em 1991. Nesta época, o emprego ainda era como um sonho para muitos que almejavam uma carreira porque, mesmo com a criação da Lei de Cotas para contratação de pessoas com deficiência, não havia fiscalização nas empresas. Assim, somente uma década mais tarde, quando o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) começou realmente a verificar e a aplicar multas, o mundo corporativo abriu suas portas para todos. Além da legislação, outros avanços como a reconquista da mobilidade, a introdução de novas tecnologias e o apoio de instituições não-governamentais, ajudaram na ocupação das vagas criadas pela lei.

Preencher as vagas criadas pela Lei de Cotas para pessoas com deficiência tem sido parte do trabalho de muitas instituições não-governamentais. Eles procuram inserir estes candidatos no mercado de trabalho por meio de treinamentos, capacitações, parcerias e acompanhamento no próprio ambiente profissional. No entanto, às vezes, até organizações antigas começam a procurar novas fórmulas para lidar com os desafios da ação.

Para o presidente da Associação Brasileira de Pessoas com Deficiência, Enilson Moraes Pestana, ainda existe descaso na aplicação da Lei de Cotas. Segundo ele, as empresas ainda têm a sensação de impunidade e acham que podem adiar, e até negociar com MTE, maiores prazos para contratar funcionários com deficiência. “Só tomam atitude quando o órgão aplica multas. Para não dizer que esta postura é regra, considero que 80% das empresas agem desta forma e só decidem contratar com a multa batendo na sua porta”, afirma Pestana. Ele também considera que o trabalho de organizações não-governamentais tem sido fundamental para vencer barreiras. “Se dependesse apenas das ações do governo, não haveria tanta gente qualificada e empregada. É de conhecimento que as instituições escolares do governo e da iniciativa privada, não têm acessibilidade e seus profissionais ainda não estão preparados para lidar com pessoas com deficiência em sala de aula”, conclui.

Para ler a matéria na íntegra, visite o site da Revista Sentidos.

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