Tratar o doente e não a doença

Atualmente vivemos um século em que o paciente é tratado de forma fragmentada, por diversas especialidades médicas, que visam o tratamento da doença e não do doente.

Sabemos que é fundamental o tratamento de forma holística e integrada, visando o ser humano como único e não em partes. O profissional da área da saúde a tratá-lo, sendo o médico, o fisioterapeuta, o nutricionista ou o psicólogo por exemplo, deve ter sólidos conhecimentos clínicos, e entender a fisiologia básica de nosso organismo e como os sistemas estão interligados e se complementam.

O exame físico completo do aparelho locomotor e neurológico, denominado anamnese, nos permite ter uma visão global do estado atual de nosso paciente, apoiado ainda por exames complementares, que devem ser analisados pelas suas imagens e gráficos, e não apenas pelo laudo fornecido, que muitas vezes responde por um padrão de frases que resumem apenas se o paciente está ou não dentro de sua normalidade, mas sem comentários por menores que permitem conclusões fidedignas de uma condição específica.

Minha opinião pessoal sobre os atuais profissionais da saúde, seja qual for a segmentação, é que uma determinada porcentagem desse nicho se acomoda com conhecimentos básicos adquiridos na graduação, gerando uma certa “preguiça” em pesquisar novos parâmetros de avaliação, como escalas quantitativas que nos mostram a melhora de certas intervenções terapêuticas ou sinais clínicos fornecidos pelo dia-a-dia do paciente ao ministrar determinado medicamento.

Montar uma ficha de avaliação completa que seja um raio-x da situação global do paciente é extremamente difícil sim, mas também é um trabalho de uma vez só. O que você fará a partir dali, é atualizar seus itens, com novos parâmetros de comparação que surgirão, além da poderosa ferramenta que você terá em suas mãos, com o histórico completo de seu paciente. A ficha de anamnese permite a obtenção de informações sobre o paciente que são imprescindíveis na hora de tomar a decisão sobre o curso do tratamento do doente.

Portanto, pacientes de plantão, analisem de forma criteriosa os profissionais contratados por vocês, e exijam a ficha de avaliação inicial, pois é a partir dela que podemos criar o planejamento terapêutico. Questione seu médico, seu fisioterapeuta ou seu nutricionista sobre o porquê daquele remédio ou daquela técnica de exercícios, como aquilo agirá no funcionamento de seu organismo, e quais serão as consequências esperadas.

Participe de seu tratamento de forma ativa, não apenas com “paciência”.

Veja também:

como cobrar a fisioterapia Como cobrar as sessões de Fisioterapia

 

 

atendimento individualizado Fisioterapia: exija o atendimento individualizado

 

 

images Fisioterapia do “choquinho” – Como funciona?

Anúncios
Esse post foi publicado em Acessibilidade, Atividade Física, Entendendo o Corpo, Qualidade de Vida, Terceira Idade e marcado , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Tratar o doente e não a doença

  1. Regina Chantal disse:

    Olá, tô com uma dor insuportável que nenhum médico ou medicação conseguiu aliviar já faz 8 dias. Até morfina tomei e nada. Um médico ser radiculite. Daí para tentar me aliviar imediatamente até o resultado da ressonância, pensei em passar na clinica e pedir a terapia com tens. Vc acha que me aliviaria? Tô enlouquecendo

    Curtir

  2. Pingback: Como cobrar as sessões de Fisioterapia | Reabilitação, Tecnologia em Ciência e Qualidade de Vida

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s