Verdades e mitos sobre os antidepressivos

Sabemos o quanto o uso dos medicamentos antidepressivos foram popularizados nos últimos anos, sobretudo entre os adolescentes e idosos.

Há muitos comentários sobre o seu uso, como dependência, abstinência, alucinações e super dosagem. Abaixo coloco algumas evidências sobre a droga, como as verdades e mitos à respeito dos tarja preta.

Mito: os antidepressivos são viciantes.

Verdade: ao contrário da nicotina, álcool e tranquilizantes, os antidepressivos não requerem aumento de dosagem com frequência para manter o efeito, e fazer com que o usuário o deseje. Embora não viciante, as pessoas que fazem uso dos medicamentos das classes SSRIs e SNRIs sofrem o efeito da abstinência que às vezes dura meses. Alguns indicadores da retirada súbita da droga são dores de estômago, tonturas, sintomas de gripe, ansiedade e sonhos estranhos. Eles também carregam uma longa lista de efeitos colaterais e, justamente por isso, seu uso deve ser controlado e discutido minuciosamente com o médico.

Mito: os antidepressivos são a cura para a depressão.

Verdade: os antidepressivos não são “pílulas da felicidade” e levam semanas para que ocorram alterações no humor. Tudo porque nosso cérebro possui plasticidade, e se adaptar a uma nova substância química exige tempo. Ao contrário das metanfetaminas, os antidepressivos não causam euforia. Apenas 2/3 dos usuários com depressão respondem melhora no humor, que geralmente é limitada.

Mito: os antidepressivos têm ação de curto prazo, não resolvendo o problema de fato.

Verdade: já falamos que esses medicamentos levam semanas para agir, por conta da plasticidade neuronal. Os antidepressivos não são milagrosos, e quando associados a terapia, mudanças de hábitos e técnicas alternativas, como acupuntura e vivências em grupo, têm seu efeito potencializado.

Mito: os antidepressivos causam ganho de peso.

Verdade: isso é parcialmente um mito, pois esses medicamentos podem abrir o apetite, fazendo com que a pessoa altere sua alimentação, mas também há casos de perda de peso, por fatores emocionais. Se a sua dúvida é essa, vale uma conversa mais aberta com o médico, para que juntos cheguem a uma medicação com menores efeitos colaterais nesse sentido.

Mito: uma vez usando antidepressivos – sempre terá de usá-los.

Verdade: a duração do tratamento dependerá totalmente do tipo e nível de depressão, tendo em média seu uso estipulado por seis meses, podendo em casos mais severos, aumentar o tempo de uso conforme o médico julgar. Claro que o paciente poderá observar melhora substancial no humor e na disposição em fazer coisas, mas isso não significa que deve interromper o tratamento ou virar dependente dele. Em muitos casos, o paciente acha que não se sentirá bem novamente se interromper o uso dos antidepressivos, mas como já vimos anteriormente, isso não passa de mito, pois os antidepressivos não são viciantes.

Mito: os antidepressivos diminuem o desejo sexual.

Verdade: alguns antidepressivos têm como efeitos colaterais a alteração no desejo sexual, mas não diminuição, apenas oscilação no desejo. É comum a incapacidade de atingir o orgasmo, mas deve-se levar em consideração que a própria depressão diminui a libido e a atração física.

Mito: é perigoso misturar antidepressivos com outros medicamentos

Verdade: antes de tudo, é importante conversar com o seu médico sobre os tipos de medicamentos e dosagens que podem ser combinadas. Qualquer droga pode ser combinada com outra. Mas os antidepressivos mais comumente prescritos, os SSRIs, raramente geram complicações quando interagidos com outras drogas. Um efeito colateral importante são quando os antidepressivos ISRS são combinados com inibidores MAO, gerando aumento da pressão arterial, que deve ser olhada de forma relevante para o paciente que já possui hipertensão. Em geral, os ISRS são seguros para serem combinados com muitas drogas, mas nunca se esqueça de manter um diálogo aberto com seu médico.

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Referências: 

Holohan, Ellin. (August 5, 2011). Study: Americans’ use of antidepressants on the rise. Retrieved from: usatoday.com

The Royal College of Psychiatrists. (n.d). Antidepressants. (N.D).  Retrieved from: http://www.rcpsych.ac.uk/mentalhealthinfoforall/problems/depression/antidepressants.aspx

JAMA (2012). Antidepressant drug effects and depression severity: A patient-level meta-analysis. Retrieved from: http://jama.amaassn.org/content/303/1/47.full.pdf

M.I.N.D. (n.d) Making sense of antidepressants. Retrieved from:http://www.mind.org.uk/help/medical_and_alternative_care/making_sense_of_antidepressants

Making sense of antidepressants from: http://www.mind.org.uk/help/medical_and_alternative_care/making_sense_of_antidepressants

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