Aprendendo a não envelhecer

“A idade biológica reage à idade psicológica”

Embora a consciência seja programada de inúmeras formas, a mais convincente é a que chamamos de crenças. Mas, ao contrário de um pensamento, que forma ativamente palavras ou imagens no seu cérebro, a crença é geralmente silenciosa. A pessoa que sofre de claustrofobia não precisa pensar, “Esta sala é pequena demais”. Posta dentro de uma sala pequena e apinha de gente, seu corpo reage automaticamente.

Em algum ponto de sua consciência existe uma crença oculta que gera todos os sintomas físicos do medo sem que seja preciso pensar nisso. As pessoas que têm fobias lutam desesperadamente para conseguir pensamentos que diminuam o medo que sentem, mas tudo é em vão. O hábito do medo mergulhou tão fundo que o corpo se lembra de obedecer a ele, mesmo quando a mente resiste com todas as suas forças. Nossas crenças quanto ao envelhecimento têm exatamente esse mesmo poder sobre nós. Aqui vai um exemplo.

Audaciosos gerontologistas da Tufts University visitaram um asilo, selecionaram um grupo dos residentes mais frágeis e os puseram num regime de exercícios com pesos. No espaço de 8 semanas, a massa muscular teve um aumento de 300%, a coordenação e o equilíbrio melhoraram, e, acima de tudo, foi recuperado o sentido da vida ativa. Algumas das pessoas submetidas à experiência voltaram a poder se levantar sozinhas para ir ao banheiro de noite, um ato de dignidade pessoal importantíssimo. O que torna estas realizações realmente espantosas, contudo, é que a pessoa mais jovem do grupo tinha 87 anos e a mais velho 96. Estes resultados sempre foram possíveis; nada de novo foi acrescentado à capacidade do corpo humano. Tudo o que aconteceu foi uma crença que foi alterada, e quando isto aconteceu, o processo de envelhecimento também se alterou.Se você está com 96 anos e tem medo de movimentar seu corpo, ele irá se consumir.

Nossos conceitos de envelhecimento têm sido drasticamente modificados no decorrer das duas últimas décadas.

No início dos anos 1970, os médicos começaram a notar pacientes de 60 e 70 anos cujos corpos ainda funcionavam com o vigor e a saúde da meia-idade. Essas pessoas se alimentavam moderadamente e cuidavam dos seus corpos. Ainda que exibissem alguns dos sinais aceitos da velhice – pressão arterial e colesterol elevados e tendência à obesidade, vista cansada e audição reduzida – não havia nada de senil naquela gente. A “nova velhice” – como veio a ser chamada – havia nascido. A nova velhice entrou em cena após mais de meio século de condições de vida melhorada e intenso progresso da ciência médica. A expectativa de vida média americana de 49 anos em 1900 passou para 75 anos em 1990.

Colocando este significativo aumento sob uma perspectiva adequada, o tempo de vida que ganhamos em menos de um século é o mesmo que as pessoas tiveram como o total de sua existência durante mais de 4 mil anos: dos tempos pré-históricos ao alvorecer da Revolução Industrial, o tempo médio de vida permaneceu abaixo de 45 anos. Somente 10% da população em geral chegavam aos 65 anos, mas hoje 80% vivem por tanto tempo.

Há algo de muito valioso que a pesquisa quantificada nos mostrou até agora: a idade biológica reage à idade psicológica. Ao alimentar sua vida interior, você está usando o poder da consciência para derrotar o envelhecimento na sua origem. Por outro lado, mudanças na consciência na direção da apatia, impotência e insatisfação empurraram o corpo para um rápido declínio.

Em 1957, Flanders Dunbar, professor de medicina na Universidade de Colúmbia, publicou um estudo de centenários e “nonagenários lépidos”. ele descobriu que capacidade de adaptação psicológica em face do estrese era dominante entre eles. Mesmo que todo mundo tenha seus momentos de dor, choque, tristeza e desapontamento, alguns de nós reagem a eles muito melhor do que outros.

Para alguns, a jornada da vida, por mais que pareça difícil, é enfrentada com elástica capacidade de recuperação ao invés de quebradiça fragilidade; são como o junco que cede à tempestade, não como os carvalhos que permanecem rígidos e se partem.

O denominador comum de todas as pessoas com boa capacidade de adaptação é que elas geralmente trabalham numa base diária para manter aberta sua consciência.

(trechos do livro “Corpo sem idade, mente sem fronteiras” – Deepak Chopra)

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