Estilos de Aprendizagem (David Kolb 1984)

Conhecer os estilos de aprendizagem dos indivíduos é de extrema importância tanto para quem aprende quanto para quem ensina.

O termo ESTILO DE APRENDIZAGEM tem sido incorporado à literatura que abrange pesquisas sobre aprendizagem em geral.

O Inventário de Estilo de Aprendizagem (Learning Style Inventory – LSI) foi elaborado em 1976, por David A Kolb, com base em teorias do pensamento e da criatividade, e validado no Brasil por Sobral (1992). O instrumento foi revisado em 1985 e, em 1993, por David A Kolb, passando a ser composto por doze séries de palavras, permanecendo a ordenação crescente do grau um a quatro. O instrumento tem se mostrado eficaz para medir o construto estilos de aprendizagem, identificados pelo autor em quatro diferentes tipologias: Acomodador, Divergente, Convergente e Assimilador.

Tabela: Tipos de aprendizagem segundo a tipologia de David Kolb (1984)

ACOMODADORES
Baseiam-se nas suas experiências concretas e processam- nas de forma ativa. Gostam de fazer coisas e implicar-se em novas experiências, seguindo por ensaios e erros para resolver problemas; gostam de desafios e de assumir riscos.

DIVERGENTES
Baseiam-se nas suas experiências concretas e processam- nas de forma reflexiva; interessam-se pelo próximo e observam com facilidade os assuntos a partir de diferentes perspectivas.

CONVERGENTES
Baseiam-se em teorias e conceitos abstratos do mundo e processam-nos de forma ativa.
Controlam as suas emoções e privilegiam a resolução de problemas mais do que os contatos interpessoais.

ASSIMILADORES
Baseiam-se em teorias e conceitos abstratos que processam de forma reflexiva; interessam-se pelas ideias e conceitos e procuram criar modelo, valorizando a sua coerência.

Fonte: Gonçalves, S. (2010). Estilos de aprendizagem e ensino. In: Pedagogia no Ensino Superior, 14. Coimbra (Portugal): Ediliber

Este instrumento tem sido utilizado em vários contextos e para diferentes faixas etárias, principalmente em jovens adultos.

Por meio de questionários e testes padrão sobre atividade motora e informações sociodemográficas, podemos identificar o perfil da pessoa com maior ou menor tendência para determinados ESTILOS DE APRENDIZAGEM. Dessa forma, fisioterapeutas e educadores terão evidência psicológica e comportamental para a seleção de tarefas e combinação de atividades para a sua rotina de treino.

Com  a prescrição de um treino ou aula personalizada para cada caso, o aumento do desempenho cognitivo e motor da pessoa aumenta, aumentando assim, a sua qualidade de vida.

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